Publicado por: debcaroli | junho 10, 2009

John Graz visita Unasp

“A importância da liberdade religiosa num mundo globalizado” foi o tema da palestra que lotou o auditório residencial masculino do O Unasp – Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus Engenheiro Coelho,  no dia 4 de junho. Além da aula magma ministrada pelo advogado John Graz, líder daIrla – International Religious Liberty Association, o evento contou ainda com o lançamento da Revista “Libertas”.

Segundo Graz, o Brasil é provavelmente um dos melhores países para a liberdade religiosa, pois além da pluralidade, a tolerância das pessoas é razoável.  “Mas essa liberdade é muito frágil. Muitos países não a possuem. Por isso é importante sempre fazer algo para preservá-la”, afirmou Graz. Ele explicou que a base da liberdade religiosa é aceitar diferenças. “Você pode verificar a situação dessa liberdade pela aceitação que o povo tem em relação a qualquer lei instituída que defende um grupo minoritário.” Para ele, liberdade religiosa, direitos civis e dignidade humana estão conectadas. No entanto, dos cerca de 240 países existentes no mundo, apenas 118 países desfrutam liberdade religiosa.

“Liberdade religiosa é o direito de escolher sua religião, e isso faz parte da dignidade humana concedida por Deus”, afirma Graz. Mas não é só isso. Abrange também o direito de mudar a crença religiosa de acordo com a consciência, de manifestar a religião individualmente ou na comunidade, com outros crentes, em adoração, observância, prática, testemunho e ensino, desde que sejam respeitados os direitos equivalentes dos outros.

International Religious Liberty Association

Para abrilhantar o evento, que foi promovido pelo curso de Direito do Unasp e pelo departamento de Liberdade Religiosa da IASD – Igreja Adventista do Sétimo Dia,  o grupo de música “Madrigal Vox”, do curso de Educação Artística, apresentou louvores a Deus – uma forma de adoração por meio da música.

Logo no início do evento, o pastor e líder de Liberdade Religiosa da IASD na América do Sul, Edson Rosa, falou sobre o histórico da Irla, organização que possui representação na ONU – Organizações das Nações Unidas. Fundada e mantida pela igreja adventista, é uma ONG independente, que não pertence à igreja.

A Irla atua promovendo e assegurando a liberdade religiosa para todos os cidadãos do mundo, desde sua fundação. O próximo evento promovido pela Associoação será um festival em Lima, no Peru, para agradecer pela liberdade religiosa no país.

Revista Libertas

Para falar sobre liberdade religiosa e direitos da sociedade, o curso de Direito do Unasp idealizou a revista Libertas, onde serão reunidos estudos sobre Estado e religião. O advogado Joelmir Melo, formado em Direito pelo Unasp em 2008, afirma que todos os grandes cursos de Direito possuem uma revista que incentiva a produção acadêmica. Para ele, a Libertas “vai possibilitar a publicação de trabalhos de conclusão de curso, sendo fonte de pesquisa e amparo para defendermos o direito constitucional”, explica. Segundo o recém-formado, é preciso apoiar a luta dos alunos em favor disso, já que vários concursos são aos sábados e muitos juízes negam o pedido de estudantes que desejam fazer provas em outro dia.

Denisson Unglaub, também formado no ano passado, ocupou a única vaga de estágio que foi disponibilizada na Procuradoria Nacional da Fazenda, em Campinas, graças à liberdade religiosa. O teste era no sábado, mas o requerimento que Denisson fez para realizar o exame em outro dia foi aceito. O jovem adventista entrou às 8h, junto com os demais, e esperou até o pôr-do-sol de sábado para fazer a prova.  Para ele, “a revista vai contribuir para as pessoas não olharem  a diferença religiosa com preconceito, mas verem que ela contribui para a democracia”.

Segundo o líder de Liberdade Religiosa da IASD no Estado de São Paulo, Alcides Coimbra, a revista será um material que demonstra o que é  e como deveria ser pensada a liberdade religiosa na sociedade brasileira. “Vivemos em um período laico, que respeita a separação entre sociedade e Estado. A revista será importante para os poderes constituídos se libertarem da herança cultural e tradicional católica”, conclui Coimbra.

Clique aqui e Confira o texto original do portal ABJ.

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